A aposentada Nora Ana De Cunto, 75 anos, conviveu com a catarata por mais de dez anos até decidir-se por um procedimento cirúrgico. Passados alguns dias após a operação, ela está feliz da vida. ''Foi maravilhoso.'' Agora, foi Nora quem aposentou a lupa que usava para ler.
Ela conta que o problema de cataratas já causava transtornos sérios, principalmente quando saía de casa. Somente neste ano, ela sofreu quatro quedas por não enxergar pequenos obstáculos nas ruas. ''No último, cortei meu nariz com os óculos e fiquei com os olhos roxos.'' Desde que retirou o tampão protetor, um dia após a cirurgia, ela afirma que tirou a sorte grande. ''A única alteração que senti foi que eu comecei a enxergar novamente'', comemora.
O oftalmologista João Ângelo Paccola destaca que a partir dos 40 anos de idade, as pessoas devem se atentar um pouco mais aos problemas de visão, pois aumentam as chances deles evoluírem para complicações sérias que podem levar à cegueira.
Segundo o especialista, existem três grandes vilões para a visão dos ''maiores'' de 40 anos. A primeira é a cataratas, caracterizada pela opacidade do cristalino (lente que fica atrás da íris). Nos casos mais sérios, a solução é a retirada do cristalino e o implante de uma lente intraocular artificial.
Já o glaucoma é caracterizado por um desequilíbrio na pressão normal dos vasos oculares, em que o paciente perde gradativamente a visão lateral e, em casos mais graves, da visão central. O tratamento é feito à base de medicamentos ou também pode-se recorrer à cirurgia.
Finalmente, há a retinopatia diabética, que é a alteração na retina que causa sangramento dos vasos. Provocada pelo diabetes, o paciente precisa adotar um controle mais rigoroso do seu distúrbio metabólico.

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