Ponta Grossa
Depois de ter sido afastado dos postos de saúde onde prestava atendimento, o médico e vereador Pascoal Adura (PPB) protestou e começou a atender a população de graça, em consultórios improvisados. Médico do município de Ponta Grossa há dez anos, Adura não aceitou ser afastado dos postos de saúde dos bairros Santa Paula, Palmeirinha e 31 de Março, onde trabalha há mais de seis anos.
Vereador de oposição ao prefeito Jocelito Canto (PSDB) na Câmara Municipal, Pascoal Adura classificou a atitude como ‘‘perseguição política’’. Ele alega ter sido descredenciado sem justificativa do atendimento às três unidades de saúde.
Na manhã de ontem Adura prestou atendimento no bairro Santa Paula, como tradicionalmente faz às segundas-feiras, a mais de 40 pessoas. A diferença é que ao invés de dar consulta no posto de saúde, atendeu a população na Casa de Caridade Irmã Dulce. Os moradores encaminharam à prefeitura um abaixo-assinado com mais de três mil assinaturas, pedindo a volta de Adura ao posto de saúde daquele bairro.
Amanhã o vereador atende no 31 de Março, em uma sala cedida pela associação de moradores do bairro. Na Palmeirinha, Adura estará atendendo às segundas-feiras na casa de uma antiga paciente. ‘‘Vou continuar a atender a população de graça’’, disse o vereador, afirmando que não existe nada que o impeça de realizar consultas gratuitas.
Pascoal Adura é médico de carreira da prefeitura de Ponta Grossa, com expediente de duas horas diárias. Chega a receber em média 150 pessoas por semana. No seu entender, o prefeito está prejudicando a comunidade ao tentar atingi-lo.
Lauro Schoemberg Filho, secretário municipal de Saúde, disse que o médico Pascoal Adura foi afastado porque seu horário de expediente vinha sendo imcompatível com a nececessidade dos postos de saúde em questão. Segundo Schoemberg, ‘‘ele estava fazendo duas horas diárias, quando deveria estar cumprindo quatro’’. ‘‘Não existe nada de perseguição política, só queremos que ele trabalhe’’.

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