Médico acusa Econorte de de omissão
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
O médico Antonio Soberano, de Cornélio Procópio, acusa a concessionária Econorte de omissão no atendimento ao usuário. Ele afirma que enquanto aguardava para pagar o pedágio na praça de pedágio de Jataizinho (21 km a leste de Londrina), teve sua Belina atingida por um caminhão. Soberano denuncia que a Econorte permitiu que o motorista fugisse do local. A concessionária nega que o acidente tenha acontecido na praça de pedágio. Ninguém anotou a placa do caminhão.
Soberano disse que o acidente aconteceu na quinta-feira à noite, quando ele retornava de Apucarana e Arapongas, cidades onde trabalha. Meu carro foi jogado contra a mureta pelo caminhão. Mesmo assim, os funcionários da Econorte abriram a cancela para o caminhão passar, fugindo da responsabilidade, afirma. O médico calcula que teve um prejuízo de R$ 1,5 mil.
O gerente de operações da Econorte, Wilson Antonio Basseto, disse à Folha que nenhum funcionário da concessionária viu o acidente. O médico simplesmente chegou na praça gritando e ordenando que os funcionários parassem o caminhão. Os atendentes perguntavam o que estava acontecendo, mas ele não se explicava, contou.
Basseto disse ainda que o carro do médico não tinha sinais de colisão e que ele teria xingado os atendentes provocando tumulto. A Econorte não tem autonomia para obrigar nenhum veículo a parar nas rodovias ou praças de pedágios, disse. Soberano afirma que tem a seu favor uma testemunha que teria presenciado o acidente. A Folha tentou localizar a testemunha, mas foi informada que ela está viajando. Soberano já prestou serviços à Econorte em plantões médicos.





