Os 140 acadêmicos de medicina da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) disseram ontem que não retornarão às aulas enquanto não foram atendidas as reivindicações de estruturação do curso e de transformação do Hospital Regional de Cascavel (HRC) em Hospital Universitário (HU). A transformação deveria ter ocorrido em 1998. Os alunos estão mobilizados no HRC desde quinta-feira. Ontem, pediram apoio ao prefeito Salazar Barreiros (PPB).
O prefeito obteve a informação, em Curitiba, que o projeto do HU está parado na Casa Civil, que faz a articulação política do governo. Sabe-se que uma das dificuldades principais é a necessidade de contratação de pessoal. O HRC tem 500 funcionários, sendo 189 na área de enfermagem. Segundo a diretora Lilimar Mori, são necessários mais 250 para todas as tarefas de apoio ao HU. Por falta de pessoal, estão disponíveis apenas 132 dos 168 leitos credenciados pelo SUS.
O curso está no quarto ano e os alunos não têm aulas práticas. No ano que vem, obrigatoriamente terão que iniciar estágio para que possam ser diplomados. Na Unioeste faltam laboratórios, a estrutura que existe é precária e a biblioteca está ultrapassada. A Unioeste depende de recursos repassados pelo Estado, que são insuficientes, segundo a reitora Liana Fuga. Ela informou que na próxima semana uma comissão do Estado estará em Cascavel para avaliar a situação.

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