Medicamentos lideram casos na infância
No Paraná, crianças menores de cinco anos têm sido as principais vítimas de envenenamento por medicamentos. Hoje, no Estado, os remédios estão relacionados a 41% dos casos registrados na infância, seguidos de 14% por intoxicação por produtos de limpeza, 12% por pesticidas domésticos e 10% por agrotóxicos.
A automedicação, o descuido dos pais e a falta de atenção na administração e armazenagem são os principais responsáveis pelos números alarmantes. Muitas vezes, as crianças tomam remédios sem os pais saberem, por acharem a embalagem ''bonita'' ou ''colorida''. Por isso, a bióloga Giselia Rúbio, da Secretaria Estadual de Saúde, orienta sobre a importantância de ensinar a criança que remédio não é bala, doce ou refresco, mas um produto para utlizar em caso de doença.
Os medicamentos mais envolvidos em acidentes são os de uso contínuo como remédios para asma, sedativos, descongestionantes nasais, analgésicos, comprimidos anticoncepcionais e anti-depressivos.
A estudante de medicina Daniela Romanha Correia, que realiza pesquisa sobre intoxicação na infância, opina que uma possível solução para o problema seria o acondicionamento dos remédios em embalagens especiais de proteção à criança (Epec), que dificultariam o acesso. ''Uma lei que prevê a obrigatoriedade das Epecs tramita no Congresso Nacional há 11 anos, mas ainda não foi aprovada'', diz ela, acrescentando que, nos Estados Unidos, onde estes dispositivos são obirgatórios, os acidentes com medicamentos reduziram em 30%. (C.A.)





