Emerson Cervi
De Curitiba
Terminou ontem, em Curitiba, o 10º Simpósio Internacional de Neuroendocrinologia. O evento reuniu cerca de 250 médicos endocrinologistas, clínicos gerais e estudantes de medicina. Foram discutidos temas como efeitos da falta ou excesso do hormônio de crescimento, questões relacionadas à prolactina e à supra-renal, entre outros temas. Cinco médicos de outros países participaram do encontro. ‘‘Esses médicos mostraram avanços recentes nos tratamentos, com medicamentos inteligentes, que começam a ser usados agora em todo o mundo’’, disse um dos organizadores do simpósio, Hans Graff, chefe do serviço de endocrinologia metabológica do Hospital de Clínicas.
Graff explicou que um dos principais avanços nos tratamentos médicos desta área tem sido a redução da necessidade de cirurgias para correção neuroendocrinológica. ‘‘A cirurgia da hipófise, por exemplo, é uma das que em muitos casos pode ser substituída pelo uso de novos medicamentos’’, afirmou o médico. Casos de tumores benígnos na hipófise, que antes precisavam de cirurgia, agora podem ser tratados com quimioterápicos. ‘‘A relação entre custo e benefício para o paciente é mais vantajosa, além de ser mais barato para o hospital’’.
O Serviço de Endocrinologia e Metabolismo e a Unidade de Endocrinologia Pediátrica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) são considerados centros de referências nacional no atendimento, ensino e pesquisa de doenças endócrinas, diabetes e obesidades.
Entre os conferencistas do simpósio estiveram o médico norte-americano Shlomo Melmed, da Universidade da Califórnia. Ele é um dos principais especialistas em tumorigênese pituiutária (distúrbios da produção hormonal). Este mesmo tema também foi abordado pela médica italiana Anamaria Colao, da Universidade de Nápoles, que falou dos tratamentos das prolactinomas (outra espécie de distúrbio).
O especialista sueco Gudmundur Johannsson, da Universidade de Gotemburgo, relatou os resultados de dez anos de tratamento de reposição em adultos com deficiência de hormônio de crescimento. O tema abordado pelos médicos John Phillips, da Universidade de Vanbderbilt, e Yrsa Sverrisdottir, da Universidade de Gotembrugo, foi bases moleculares do hipopituitarismo.

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