O aposentado Eduardo Deckert Filho, de 69 anos, descobriu que tinha Mal de Parkinson há oito anos. Os sintomas começaram na mão e na perna esquerda. Ele conta que sentia formigamento e a sensação era de como se tivesse perdido o movimento dos membros.
''Procurei vários médicos e ninguém conseguia diagnosticar o que eu tinha. Só depois de quatro consultas, um neurologista me deu a notícia que mudou minha vida'', comenta Eduardo, que já tinha escutado sobre a doença, mas não sabia dos sintomas. ''Minha mulher ficou desesperada, mas eu não. Fiquei contente em descobrir a causa de tudo aquilo e decidi adotar outro modo de vida'', completa.
Hoje, Eduardo não é mais sedentário como era antes de descobrir a doença. ''Eu só pensava em trabalhar. Hoje, posso dizer que estou mais feliz porque fiz amizades, troco experiências e comecei a praticar exercícios. Se fosse diferente, acho que estaria agora com uma bengala ou em uma cadeira de rodas, talvez até depressivo. O exercício ajuda muito'', revela ele, ao ressaltar que, no seu caso, a doença tem evoluído lentamente.
Todos os dias, Eduardo toma oito medicamentos, mas também faz caminhadas e alterna sessões de fisioterapia, massoterapia, hidroginástica e bicicleta ergométrica. ''Tudo me faz sentir bem e até hoje continuo dirigindo e realizando meus afezeres com autonomia'', comenta o aposentado, que faz questão de dar um recado, que ele considera ser o mais importante: ''A pessoa que tem o Parkinson tem que aceitar a doença e se ocupar. Sou um exemplo disso, pois convivo com ela (doença) perfeitamente''.

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