Medicamento atua na circulação sanguínea
A pílula azul e suas concorrentes atuam na circulação dentro do pênis que, necessariamente precisa ser estimulado, ou seja, não há efeito na libido. Por isso, explica o urologista Paulo Emílio Fuganti, homens com doenças e obstruções arteriais não terão resultado com o uso. É necessário haver irrigação sanguínea no membro. Caso contrário, precisa haver uma intervenção diretamente na pelve, com a colocação de um implante, por exemplo.
Diferente de outros métodos que têm resultado praticamente imediato, como as injeções de drogas no pênis ou bombas à vácuo, o medicamento deve ser ingerido com uma hora de antecedência da relação sexual. O efeito do remédio com o princípio ativo sildenafila é de cerca de seis horas. Os mais recentes prometem até 36 horas. Mas isso não significa que o homem terá ereção durante todo esse tempo.
Apesar de ser considerado um dos maiores avanços da medicina, o médico reforça dizendo que os remédios para disfunção são contraindicados para pacientes que façam uso de medicação para hipertensão. Pode ocorrer uma queda da pressão arterial, resultando em risco cardíaco, como um infarto, complementa.
Investigação
Se antes a prescrição do medicamento só era feita após uma gama de exames, atualmente, a investigação parece ser menos rigorosa. Descartando todas as contraindicações, que não há problemas hormonais, circulatórios, cardíacos ou atrofiamento dos testículos, entramos com a medicação. A maior procura, conforme o urologista, é de homens na faixa dos 50 a 70 anos. Em 80% dos casos não é encontrado nenhuma doença orgânica.
Tabagismo, obesidade, uso de álcool e drogas são fatores que prejudicam o sistema circulatório e podem gerar problemas de ereção. Por isso, é importante estar alerta e não deixar de lado os cuidados com a saúde. Grande parte dos homens, contudo, em algum momento, pode apresentar uma falha ocasional. Estas podem ser decorrentes de cansaço, estresse até mesmo desmotivação sexual. (M.T.)





