Medicação na gravidez pode evitar contaminação
Até o ano 2000, a proporção dos casos de Aids entre homens e mulheres deverá ser de um para um. A previsão é do médico tocoginecologista Renato Sbalqueiro e é ainda mais pessimista quando se tem em vista o grande número de crianças que contraíram o vírus diretamente de suas mães.
As crianças hoje, ao lado das mulheres, são as grandes vítimas da Aids, afirma o especialista. A mãe contrai o vírus na relação sexual com o companheiro e passa para o filho ainda no período perinatal, o que costumamos chamar de transmissão vertical. Ela é a principal causa da Aids entre as crianças.
Mas o problema pode ser evitado ou pelo menos amenizado. Segundo o médico, o primeiro passo é a realização do exame pré-natal sempre que houver qualquer suspeita de gravidez. E o segundo, a conscientização dos próprios ginecologistas de sempre solicitarem, como rotina, o exame de HIV para as gestantes consultadas.
Quando a mãe é tratada desde o início da gravidez com o AZT, as chances de transmissão do vírus para o bebê caem de 20% a 30% para apenas 8%. Por isso a importância de se detectar a doença o quanto antes, conclui o médico.(V.A.)





