A ginecologista e obstetra Sônia Amorim compareceu ontem na 2 Vara Cível de Cascavel para depor na ação proposta pela dona-de-casa Rosane Nascimento, que a acusa de negligência e imperícia médica durante a realização do parto de seu filho. Maicon, hoje com 18 anos, sofreu paralisia cerebral em decorrência de complicações durante o parto. Em seu depoimento, a médica disse não lembrar do parto em questão e que nunca cometeu negligência no exercício de sua profissão.
Sônia Amorim chegou ao Fórum por volta das 9 horas e, antes de entrar na sala de audiências, discutiu e tentou agredir alguns jornalistas que tentavam entrevistá-la. Enquanto a médica e a dona-de-casa estavam dentro da sala, em frente ao Fórum outras mulheres que tiveram problemas semelhantes durante o parto de seus filhos faziam um protesto pedindo a cassação do diploma da médica.
Entre as mulheres, estava Jane Mara Borstel, cujo filho, Renato Vinícius, 7 anos, possui epilepsia decorrente da falta de oxigênio no cérebro durante o parto. Ela conta que precisou esperar por mais de oito horas para que a médica iniciasse o parto. ''Eu já estava com muitas dores e ela tentou fazer parto normal. Quando percebeu que eu estava correndo risco de vida, ela fez uma cesária, mas mesmo assim meu filho acabou tendo esses problemas'', lamenta.

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