Médica diz que denúncia de omissão não procede
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A médica neurologista Mariane Carrasco, de Sarandi (7 km a leste de Maringá), disse ontem à Folha que ficou surpresa com a denúncia de omissão de socorro e cobrança indevida feita pelo aposentado Frederico Hackl. Mariane, que é casada com o médico psiquiatra Raul Pollini, contou que prestou o atendimento possível e necessário à sogra de Frederico, a dona de casa Neusa Gomes Melo Ribeiro.
Segundo a médica, Neusa tem um caso raro de aneurisma o que levou, inclusive, o seu marido a procurar informações com outros profissionais da área em Curitiba. Ele (Raul Pollini) conseguiu até o internamento e a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba para a família, que depois mudou de idéia e resolveu internar a dona Neusa em Maringá, esclareceu Mariane.
Ela disse que junto com o marido, acompanhou todos os dias a paciente, durante o período de internamento. Desde o início a família fez questão de frisar que estava pagando pelo atendimento particular, informou Mariane. Esta é a segunda denúncia envolvendo a médica.
A primeira foi feita na semana passada pela dona de casa Maria de Lurdes Leite Belizoti. Ela reclamou que Mariane não quis atender seu filho no Pronto Socorro de Sarandi. O motivo seria por causa de uma denúncia feita pela dona de casa contra o Hospital Metropolitano por cobrança indevida, incluída em inquérito aberto a pedido do Ministério Público, e que também envolve Mariane.
A médica contou ontem que por uma questão ética não quis atender o menino. O código é claro e diz que quando há um problema entre o paciente e o médico não existem condições de um atendimento imparcial, por isso, falei para ela que não iria atender, afirmou Mariane. A médica vai prestar amanhã depoimento na delegacia local.





