Mediadores discutem expansão em encontro
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terça-feira, 22 de setembro de 1998
Guilherme Vieira 
A regulamentação da atividade dos mediadores e a expansão da prática da mediação e arbitragem em questões jurídicas com possibilidade de acordo extra-judicial vão estar em debate a partir de hoje em Curitiba.
No Iº Congresso Brasileiro de Mediação e Arbitragem vão ser apresentados nove seminários, quatro conferências e onze workshops com a participação dos principais especialistas do Brasil e do exterior.
Segundo o presidente do Institudo Brasileiro de Mediação e Arbitragem, Angelo Volpi Neto, a idéia é que o congresso impulsione ainda mais a mediação e a arbitragem, que surgiu mais de 50 anos nos Estados Unidos e não pára de crescer no país. Com apenas cinco anos de existência da atividade no Brasil já existem 100 profissionais em Curitiba e cerca de 600 em todo o país.
Segundo Volpi Neto, a atividade vem ganhando força por ser um modo mais rápido e barato de resolver os conflitos do que o ingresso na Justiça. Quando não existe o acordo através do mediador, o árbitro resolve o conflito, o que garante agilidade, enquanto os gastos são bem menores do que as custas judiciais, disse.
Na visão de Volpi Neto, outro fator que motiva o interesse por esta nova modalidade é a busca de soluções pacíficas para os conflitos, onde não existem punições ou julgamento do mérito da questão.O que se busca é a solução do problema com a participação das duas partes, explica.
Para Volpi Neto, a mediação e a arbitragem estão se consolidando como uma nova alternativa de profissão liberal no Brasil. Os interessados em atuar nesse segmento podem fazer cursos práticos e teóricos de 150 horas para se tornar profissionais. São autônomos que têm o seu salário pago por hora ou por um percentual sobre as ações qu estão sendo analisadas. Entretanto apenas os árbitros estão com a sua atividade regulamentada, enquanto os mediadores devem decidir no congresso que termina no sábado as propostas para a profissão.


