Celso PachecoVolpi Neto: ‘Trâmite ágil’A mediação e a arbitragem, feita por profissionais liberais, são uma boa alternativa para resolver conflitos sem que a pessoa ou a empresa tenha que ingressar na justiça. Esse sistema para solucionar pendências vem ganhando cada vez mais espaço, incentivada, inclusive, pela globalização dos negócios. Segundo o presidente do Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil, Angelo Volpi Neto, o sistema é mais antigo do que a própria justiça que nós conhecemos hoje. Ele esteve ontem em Londrina para encerrar a parte teórica do curso de mediação e arbitragem, realizado no auditório do Sindicato do Comércio Varejista.
‘‘Uma empresa brasileira compra maçãs da Argentina e o transporte é feito por uma transportadora do Uruguai. A mercadoria chega estragada a seu destinatário. Quem deve pagar o prejuízo? Onde essa pendência deve ser discutida? No Brasil, no Uruguai ou na Argentina? Esse conflito pode ser solucionado por um mediador ou um árbitro contratado. A decisão de um árbitro tem o mesmo valor legal do que uma sentença de um juiz da Justiça estatal’’, explica Volpi Neto.
Segundo ele, é possível dar solução para qualquer tipo de conflito. As vantagens, comenta, vão desde a agilidade na tramitação - quase não há burocracia - e o custo, ‘‘muito mais em conta do que se o conflito for decidido pela Justiça comum’’. Hoje, no Paraná, existem cerca de 150 árbitros e 40 mediadores.

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