Um estudo feito pelo consultor João Batista Oliveira e divulgado pela Secretaria Estadual da Educação mostra que, em 1996, 61% dos professores da rede pública estadual tinham curso superior completo, 34% tinham segundo grau e apenas 5% tinham formação inferior ao mínimo exigido. O quadro é melhor que média brasileira, cujos índices são 41%, 43% e 10%, respectivamente. A esse estudo a Secretaria da Educação agregou dados que mostram uma evolução positiva na média salarial dos professores da rede estadual entre outubro de 1994 e julho de 1997: de R$ 281,14 para R$ 610,47, uma variação de 117% (veja o gráfico).
O estudo, que abrangeu todos os Estados brasileiros, também estabeleceu uma comparação entre a mediana salarial dos professores e a de outros profissionais com o mesmo nível de qualificação. A conclusão é que, em Estados com maior grau de desenvolvimento sócio-econômico, paga-se proporcionalmente mais aos professores.
A comparação foi feita para os três níveis de escolaridade. No caso de professores com curso superior, o Paraná só perde para o Distrito Federal na comparação com outros profissionais. Os dois pagam, na mediana, mais para os professores que para outros profissionais com igual qualificação.
Na comparação relativa a professores com segundo grau completo, o Paraná aparece em primeiro lugar: paga aos professores, na mediana, o mesmo que ganham outros profissionais com a mesma qualificação.
O autor do estudo explica que adotou a mediana porque ela revela o ponto em que se localiza 50% da distribuição dos salários. A média, normalmente utilizada, é afetada pelo fato de que muitas pessoas ganham salários menores e poucas pessoas ganham salários muito altos, o que gera uma curva distorcida.

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