Média é de 96 mortes por ano
A médica-infectologista Márcia Árias, que trabalha na Santa Casa de Maringá, também acredita que os números da Aids na região só crescem. O número de mortes não vai nunca diminuir pela simples razão de o governo ainda não ter controlado a transmissão, através de campanhas e atos concretos.
Márcia trabalha em outros hospitais e clínicas com doentes de Aids e diz que, pelo que vê, morre em Maringá uma média de duas pessoas por semana infectadas pelo HIV. Seriam 96 óbitos em média por ano na cidade.
A diretora do Centro Regional de Saúde (CRE), Irma Shiraishi, garante que não faltam os remédios necessários para o coquetel anti-HIV em Maringá. De vez em quando, um deles entra em falta, mas pedimos urgência a Curitiba e a entrega é imediata, diz ela.
O CRE faz dois tipos de hemogramas: o Elisa, o mais simples, e o Western-Blot, que confirma ou não o primeiro. É o único laboratório da cidade que faz o exame confirmatório. (M.W.V.)





