Média de assalto a coletivos é de 1,5 por dia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Célia BaroniReportagem Local 
O número de assaltos a ônibus em Londrina caiu em fevereiro mas continua 50% maior que o volume destas ocorrências registradas em fevereiro do ano passado. Em 2001, só a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) registrou 347 assaltos nos ônibus da empresa, quase 300% mais que em 2000. E as perspectivas não são muito melhores para 2002.
Neste começo de ano (até ontem), 72 ônibus da TCGL e 17 da Francovig tinham sido assaltados, uma média de 1,5 assaltos a ônibus por dia. Se a incidência continuar, a cidade corre o risco de fechar o ano com mais de 500 assaltos a coletivos.
Uma parceria entre as duas empresas e o 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), fechada no final do ano passado, vem reduzindo a atuação dos marginais, mas está longe de solucionar o problema.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito (CMTU) Wilson Sella, confirma que a situação é séria. Mas acredita que ainda é cedo para avaliar os resultados do programa implantado em parceria. Frisa que a violência é gerada por um conjunto de fatores que não vão ser resolvidos de uma hora para outra. O objetivo principal da parceria é proteger o usuário e fazer a prevenção, afima.
Segundo o chefe de tráfego da TCGL, Daniel Martins, a atuação da PM é fundamental. Ele cita como exemplo os resultados da parceria na região norte. Nas linhas mais visadas da TCGL 405 (Maria Cecília) e 406 (Aquiles Stenghel) houve uma redução em 70% no número de assaltos entre janeiro e fevereiro.
TCGL, Francovig e PM são unânimes em afirmar que o problema de segurança nos coletivos de Londrina só será minimizado com maior severidade na aplicação da lei prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo a Polícia Militar,
cerca de 90% dos assaltos a ônibus são praticados por menores, que usam o dinheiro para compra de drogas.
A interpretação do ECA tem sido branda. São comuns os casos de adolescentes presos em flagrante por roubo a mão armada que são soltos em seguida, mesmo sendo reincidentes. A sensação final para a vítima, para o policial e principalmente para o infrator é de impunidade, afirma o comandante da 2ª Companhia do 5ºBPM, Capitão Dalbem.


