Média brasileira de amamentação é de 38,8 dias
Segundo dados o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgados recentemente, se aumentasse o número de mulheres que amamentam exclusivamente durante os primeiros seis meses de vida de seus filhos, seria possível salvar a vida de pelo menos 1,3 milhão de crianças menores de um ano em todo o mundo. Se cada criança fosse amamentada exclusivamente desde o nascimento até os seis meses, as principais causas da mortalidade infantil como a diarréia, a pneumonia, a desidratação, entre outros males, poderiam ser evitadas.
Nos primeiros seis meses de vida, o leite materno deve ser o único alimento do bebê. No entanto, o Ministério da Saúde estima que a média brasileira de duração da amamentação exclusiva é de apenas 38,8 dias. A funcionária pública Aroni Lenke, 34 anos, amamentou a sua filha até os seis meses, mesmo tendo que trabalhar. Ela utilizou o direito legal de 30 minutos pela manhã e outros 30 à tarde e ia até sua casa alimentar a criança. ''Foi muito difícil porque era corrido e estressante, mas valeu a pena porque ela tem uma boa saúde'', diz ela, que fez o desmame há 1 mês por causa da atividade profissional.
Ainda conforme a Unicef, em regiões menos favorecidas, como o Nordeste brasileiro, a amamentação poderia reduzir em até 20% os índices de mortalidade infantil e as doenças dos recém-nascidos.
O aleitamento também traz vantagens para as mulheres. Ajuda a diminuir o sangramento da mãe após o parto; faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal; e diminui o risco de câncer de mama e de ovário. Uma criança que não for alimentada exclusivamente no seio materno, nos primeiros dois meses de vida, tem até 25 vezes mais probabilidade de morrer de diarréia e quatro vezes mais chance de morrer de pneumonia do que um bebê amamentado. Não receber o leite materno pode estagnar o crescimento e o desenvolvimento, e a criança ficará mais exposta ao risco de, no futuro, ter problemas de obesidade, cardíacos e gastrointestinais. (M.V.)





