O desempregado César (nome fictício) já nem faz idéia da etapa em que se encontra o processo criminal relativo à morte de seu filho, em abril de 2001. O jovem, de apenas 16 anos, morreu em um acidente ocorrido numa empresa de mecânica, em Londrina.
Sobrevivendo de ''bicos'', César está preocupado se irá conseguir a indenização de cerca de R$ 200 mil solicitada em ação civil por danos morais, movida em 2001. Ele trabalhava na mesma empresa do filho, mas se viu obrigado a pedir demissão porque não aguentava mais trabalhar no local.
''Presenciei a morte do meu filho, trabalhava na mesma função. Era muito dolorido, tinha dia que eu não conseguia trabalhar. Tive que sair'', relata. ''Cheguei a negociar uma indenização de R$ 50 mil para a empresa, e eles tiveram a coragem de me oferecer R$ 8 mil. A mesma empresa que deixou meu filho morrer por falta de um aparelho de segurança que custava R$ 50 '', conta.
A denúncia criminal desse caso foi apresentada pelo Ministério Público (MP) à Justiça em maio de 2003. Se prosseguir no mesmo ritmo de outras ações semelhantes, César não verá a condenação dos culpados tão cedo. É que nessa mesma época a promotoria entregou relatório em que denunciava um pedreiro e um engenheiro pela morte de Antônio Vieira, ocorrida em 2000.
Vieira caiu de uma altura de oito metros, aparentemente porque estava sem equipamentos de segurança. O caso está parado na Justiça, com audiência marcada somente para maio de 2005.

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