Mecânico pode ter prisão prorrogada a pedido de delegado
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de outubro de 1998
Luciane Tonon 
O delegado de Cornélio Procópio, Agenor do Nascimento Filho, pediu à Justiça a prorrogação por mais cinco dias da prisão provisória do mecânico Lázaro Alves de Oliveira, 41 anos, suspeito de estar envolvido no desaparecimento da auxiliar de enfermagem Maria de Fátima Peixoto, 27 anos, ocorrido há dois meses.
Oliveira foi preso na última terça-feira, após o delegado entender que houve contradições no depoimento dele. Sexta-feira, a irmã da enfermeira, Maria José Domingos, uma vizinha e duas colegas de Maria de Fátima fizeram acareação de Oliveira.
O mecânico alega não ter tido nenhum tipo de contato com a enfermeira, desde 30 dias antes do desaparecimento dela. Mas as testemunhas afirmam que viram Oliveira com a ex-mulher 15 dias antes de seu desaparecimento. Ele nega tudo com muita frieza, comentou Maria José. A acareação durou a manhã toda.
Oliveira e Maria de Fátima viveram juntos durante um ano em Cornélio Procópio. Os dois se separaram três meses antes do desaparecimento dela. Oliveira mudou-se para Londrina, onde vive com outra mulher.
O delegado disse que todas as informações obtidas têm sido favoráveis à polícia. E nesse período é importante que Oliveira continue preso. Nascimento acredita que caso será resolvido rapidamente.


