O vendedor Noedi Cleomar Casagrande, 28 anos, foi morto a tiros no início da tarde de ontem pelo mecânico Antônio Marcos da Silva, 22 anos, conhecido como ‘Marquinho’. O mecânico fugiu após disparar seis tiros contra a vítima. Ele deixou a arma, um revólver calibre 38, para o primo Valdir Aparecido Da Silva, que a escondeu em um muro na residência da família, a 50 metros onde ocorreu o crime.
Os tiros foram disparados em frente à casa de número 93, na rua José Benício Pinto, jardim Nova Olinda (zona oeste). O delegado do 3º Distrito Policial, Joaquim Antônio de Mello, atendeu a ocorrência.
O irmão de Marquinho, Márcio Roberto da Silva, disse ao delegado que o motivo da briga entre os dois foi a venda de uma motocicleta. No entanto, ele não soube explicar quem estava devendo para quem. Segundo o testemunho de cinco moradores da rua, durante a discussão Marquinhos atirou três vezes, quando estava de frente para Casagrande.
No tiroteio, a vítima teria corrido em sentido contrário para fugir e o acusado teria disparado mais três vezes. Até o início da noite de ontem, o delegado não sabia afirmar quantos tiros haviam atingido o vendedor. Ele caiu na calçada e morreu minutos depois, sem receber socorro. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para autópsia.
O primo Valdir Aparecido contou que tentou persuadir Marquinho a não cometer o crime. Ele disse ao delegado Joaquim Melo que somente após os disparos conseguiu tirar a arma do acusado e escondê-la no muro, para que ele não fizesse mais loucura. O delegado prometeu solicitar a prisão preventiva de Marquinho, caso ele não se apresente nas próximas 24 horas.
Casagrande era conhecido ativista político e por diversas vezes fez contestações no Calçadão contra o governo Collor. Em 1992, foi candidato a vereador pelo PDT e conseguiu poucos votos. Sua família mora em Apucarana e atualmente estava dormindo em um cômodo emprestado por amigo, na rua Santo Menegazzo, 362, jardim Maria Lúcia (zona oeste). Ele estava trabalhando como vendedor de jóias. Até o início da noite de ontem, seus familiares não haviam chegado ao IML para reconhecer o corpo.
(Paulo Ubiratan)

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