Mecânico escondia munição do Exército
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sexta-feira, 02 de março de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
Uma denúncia anônima ajudou a Polícia Civil de Foz do Iguaçu a apreender mais de 600 cartuchos utilizados em armamentos militares, como metralhadoras antiaéreas e fuzis. O mecânico que estava com a munição também foi acusado de participar do assalto ao Banco do Brasil em novembro do ano passado.
João Irio Ruedieger, 21 anos, estava ainda com dois aparelhos celulares, quatro radiocomunicadores de alta frequência e três pistolas de plástico. Ele foi preso em flagrante na casa onde mora, localizada nos fundos da mecânica em que trabalha. Ruedieger negou que o material apreendido fosse dele, citando um primo como responsável por tudo.
Os policiais precisaram chamar soldados do Exército para fazer o registro de alguns cartuchos, já que a maioria era de uso exclusivo das Forças Armadas. Segundo o investigador Daniel Inácio Pereira, a junção de munição pesada, armas de plástico e radiocomunicadores de grande potência, aponta indícios de formação de quadrilha. É comum assaltantes de banco entrarem com armas falsas para ludibriar o detector de metais. Eles também usam transmissores potentes para organizar o grupo, explicou Pereira, destacando que equipamentos similares foram usados pela quadrilha que assaltou o Banco do Brasil da Vila Portes, bairro próximo à Ponte da Amizade. Na época, um policial civil que passava no local tentou impedir a fuga do grupo e acabou ferido com um tiro na cabeça.


