Mecânico é morto em frente de casa
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de março de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Se a violência atual já amedronta os adultos em Londrina, é impossível quantificar seus efeitos quando a vítima é uma criança. Na noite do último domingo, uma menina de apenas cinco anos presenciou o assassinato do próprio pai, o mecânico autônomo Carlos Roberto Renak, de 36 anos.
Ele foi morto em frente à sua casa, na quadra 2 do Jardim Maracanã (zona oeste), onde morava há mais de quatro anos. Segundo um cunhado do mecânico, por volta das 20 horas do domingo, Carlos teria saído no quintal acompanhado da filha de cinco anos. Assim que chegaram ao portão, um homem encapuzado teria surgido de um cafezal, que fica em frente à residência, e disparado pelo menos cinco tiros contra o mecânico.
Renak foi atingido no abdome e nos membros inferiores, chegou a ser socorrido pelo Siate mas morreu enquanto recebia atendimento no pronto-socorro do Hospital Universitário (HU). De acordo com a família, o autor do crime ainda teria desferido uma facada contra o mecânico, mas o Instituto Médico-Legal (IML) não confirmou esta informação.
O cunhado contou que a esposa e outros três filhos menores estavam dentro de casa e só perceberam o que tinha acontecido quando a menina entrou chorando dizendo que tinham matado seu pai. Toda a família estava inconformada com o crime, porque o mecânico não tinha vícios nem inimigos declarados. ''Ele almoçou em casa ontem (domingo) e estava feliz porque estava pensando em vender os dois carros usados que tinha para conseguir arrumar a casa'', lamentou um outro familiar.
Carlos foi velado na casa da mãe, no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). O sepultamento foi realizado às 17 horas de ontem, também no cemitério do município vizinho. O mecânico foi a 61 pessoa assassinada este ano em Londrina.
O crime está sendo investigado pelo delegado do 3º Distrito Policial, Marcelo Sakuma. A reportagem tentou falar com o delegado no final da tarde de ontem, mas ele estava em diligência com uma equipe de investigadores, na tentativa de checar informações que indicassem a autoria de mais este homicídio na região, uma das mais violentas de Londrina.


