Mecânico depõe e volta atrás
O mecânico da Oficina Três Marcos, João Batista Sartori procurou a Folha ontem para dizer que foi pressionado durante todo o depoimento prestado aos promotores Bruno Galatti e Cláudio Esteves, na terça-feira. Ele afirmou que nada sabe sobre o caso das lixeiras e negou que tivesse citado nomes que estariam envolvidos nas irregularidades. Segundo ele, os nomes foram mencionados pelo promotor Bruno Galatti. O promotor nega que seja verdade.
Questionado sobre o fato de ter assinado um depoimento sem ter lido o que escreveu, ele disse: ‘‘Eu não sou de leitura’’. Apesar disso, ele informou ter encontrado, anteontem, José Carlos Bahia (funcionário da AMA), que havia sido ouvido pelos promotores naquele dia. ‘‘Eu li o depoimento dele e o meu nome está lá. O promotor está usando o meu depoimento para pressionar os outros, o que está errado’’, afirmou. ‘‘Por isso resolvi falar’’.
Sartori esteve acompanhado de um estagiário do advogado Adolfo Góis. O advogado, que defende o sócio-proprietário da Três Marcos, Antonio Marcos Caetano, entrou ontem com um pedido de afastamento de Galatti. Um dos argumentos dele é que ele teria ameaçado Sartori de prisão.
Galatti informou que o pedido será juntado aos autos e que a promotoria rejeita esta acusação. ‘‘O trabalho do Ministério Público tem se desenvolvido estritamente dentro da lei. O nosso interesse é o de descobrir a verdade sobre os fatos’’, ressaltou.
Ainda de acordo com o promotor, ‘‘se o dr. Adolfo Góis tem alguma reclamação, que o faça ao órgão competente, que é a Corregedoria’’. Ele colocou a estrutura do MP à disposição do advogado, ‘‘inclusive o malote’’ se ele quiser entrar em contato com a Corregedoria, em Curitiba. (L.O.)

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