Curitiba - O Ministério da Educação (MEC) deverá investir 18% a mais este ano em manutenção e readequação dos prédios das universidades federais brasileiras. No ano passado, foram aplicados R$ 410 milhões. Este ano, serão R$ 500 milhões. A afirmação foi feita ontem pelo secretário de Ensino Superior do MEC, Francisco César de Sá Barreto, durante a solenidade de inauguração da nova sede do Setor de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba. ‘‘Os recursos serão aplicados de acordo com os programas que serão elaborados pelos próprios reitores’’, afirmou ele.
Barreto falou ainda sobre os hospitais universitários, que vivem crise por falta de funcionários. Ele lembrou que o governo federal está com concurso para suprir vagas em todo o País. Serão contratadas 8,5 mil pessoas (3,5 mil das quais técnico-administrativas e que poderão ser alocadas para outros setores). ‘‘Sei que isso não resolve. Mas é o primeiro passo dado nos últimos sete anos’’, complementou.
O prédio inaugurado foi destacado por Barreto como modelo para o País. Tem 13,2 mil metros quadrados, 93 gabientes para professores, 46 salas de aula, quatro laboratórios de informática e foi construído com recursos escassos. Foram gastos R$ 7 milhões. Deste total, R$ 5,4 milhões vieram da poupança feita pela administração passada (do ex-reitor José Henrique de Faria), R$ 1,5 milhão do orçamento da UFPR e R$ 100 mil de uma emenda aprovada pelo deputado federal Gustavo Fruet (PMDB-PR).
Irão estudar na unidade, 2,8 mil alunos em cinco cursos (Economia, Administração, Gestão da Informação, Comércio Exterior e Ciências Contábeis). A intenção é economizar cerca de 30% com água e luz na nova unidade. ‘‘Esse prédio é inteligente, tem sensores para iluminação de ambientes e permitem uma economia considerável para a UFPR’’, explicou Flávio Zanette, pró-reitor de Administração.
O reitor Carlos Antunes dos Santos disse que muitos outros prédios necessitam de reformas. Mas as reformas serão feitas gradualmente. Ele lembrou que já investiu numa passarela entre o campus do Centro Politécnico e o Jardim Botânico.

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