MEC libera recursos para escolas
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 1998
Osmani Costa 
O governo federal aprovou, na última semana, a liberação de R$ 690 mil a serem investidos na reforma e ampliação de oito escolas municipais de Londrina, onde funcionam turnos intermediários - das 11 às 14h30 - para turmas da 1ª a 4ª séries. Com estes recursos - que foram negociados através do Ministério da Educação (MEC) - serão construídas 53 novas salas de aulas, com 48 metros quadrados cada uma.
Em Londrina, o turno intermediário - instituído há cerca de dez anos e também conhecido como turno da fome - funciona atualmente em 13 escolas municipais, atendendo a cerca de 90 turmas. Pelo convênio negociado com o MEC, a Prefeitura se obriga a investir também nas obras de ampliação outros R$ 69 mil.
O dinheiro será repassado à Prefeitura tão logo sejam realizadas as licitações para as obras, o que o secretário municipal de Educação, José Dorival Peres, acredita que ocorra em março. Para a abertura da licitação faltam apenas alguns detalhes, como a conclusão dos projetos elétricos para os prédios a serem ampliados. A parte arquitetônica já está pronta. Daí, esperamos que as obras terminem até o meio do ano, para que no segundo semestre possamos eliminar o turno intermediário nestas escolas, comenta.
De acordo com o secretário, o projeto negociado com o governo federal - desde julho do ano passado - reivindicava recursos de R$ 780 mil. Mas a liberação destes 690 mil já é uma grande vitória; uma ótima notícia para Londrina neste início de ano, avalia José Peres. Segundo ele, as outras cinco escolas que oferecem turnos intermediários não foram contempladas no programa porque não contam com espaço disponível para serem ampliadas.
Para terminarmos com todos os turnos intermediários necessitamos da construção de novas escolas. Este é um dos principais objetivos desta administração e vamos concentrar esforços para alcançá-lo nos próximos anos, afirma o secretário de Educação. Este turno não deu bons resultados e está reprovado na prática. Ele é prejudicial aos alunos - que têm rendimento menor -, aos professores e às famílias. É ruim para todos.


