Londrina – Depois de se separar do marido, Carla, nome fictício, aos 35 anos, conheceu o tráfico de drogas. Levada por um amigo, descobriu uma forma fácil de ganhar dinheiro. "Trabalhava durante o dia em um salão de beleza e a noite viajava para Foz do Iguaçu buscar droga. Nunca coloquei um cigarro de maconha na boca e fazia isso por dinheiro", garante.
A jornada dupla durou três anos até ser presa em casa e condenada a oito anos de prisão por tráfico e associação ao tráfico. Foram 2 anos e sete meses no regime fechado. Ao progredir para a prisão domiciliar conheceu o Patronato Penitenciário. Lá teve a oportunidade de ingressar em um curso de corretor de imóveis. Em agosto deste ano se formou e realizou um sonho. "Sempre gostei desta área. Faltava uma oportunidade."
"Quando você sai da prisão se sente insegura. Esta chance me tornou uma pessoa determinada e segura e mudou totalmente a minha vida. Hoje pago as minhas contas e vislumbro um futuro promissor", ressalta a corretora de imóveis, mãe de duas filhas.
Carla não tem dúvidas em afirmar que sem esta ajuda certamente voltaria ao mundo do crime. "Hoje sou bem vista pelos meus clientes. Muitos nem sabem do passado. Os que conhecem me veem como um exemplo de superação", confessa.
A corretora relata que o trabalho desenvolvido pelos profissionais do Patronato é excelente e cobra uma melhor estrutura para que os projetos e oficinas possam chegar a outras pessoas. "A minha história mostra que há solução e que é possível mudar."(L.F.C)

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