Rolândia - O palestrante Edmar Aparecido de Souza, 32 anos, é deficiente físico e orientou os alunos que, na hora de estudar, devem fazer isso com alegria, respeitando o professor. "Devem ter responsabilidade e valorizar o estudo, mas sem deixar de brincar. Uma maçã podre em uma caixa contamina todas as outras. Uma liderança negativa pode influenciar outros jovens a entrar no mundo das drogas e o destino final será um ‘caixãozinho’ mesmo", afirmou.
Souza afirmou que o trabalho do professor Paulo Sérgio vem, de mostrar a realidade nua e crua, é uma das formas de combater a delinquência nas escolas. E para aqueles que reclamam que sua vida é difícil, ele mostrou a sua realidade. Por má formação congênita, Souza tem problemas nas pernas e as mãos também não têm todos os dedos. "Com a força de minha mãe e de minha família eu estudei. Terminei o Ensino Médio em 2000. Parei os estudos por um período para trabalhar, em 2008 retornei à faculdade e em 2012 me graduei em Gestão da tecnologia da informação", relatou.
Como já estava trabalhando em uma multinacional no setor bancário, isso lhe deu a oportunidade de aprender outros idiomas, como o inglês e o espanhol. "Me deu uma visibilidade maior dentro do próprio trabalho. Sou casado há 8 anos, e minha vida é formada por esse ciclo: família, estudo e trabalho. A mensagem que quero dar para essas crianças é de que tudo o que quiserem podem conseguir." (V.O.)

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