Max Rosenmann também defende discussão
Curitiba - André Passos não é o único político a questionar a proposta do metrô para Curitiba. O deputado federal Max Rosenmann (PMDB) também defende uma discussão mais aprofundada sobre o projeto do novo modal, principalmente, no que se refere ao traçado que está sendo proposto pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Um dos pontos mais polemizados pelo parlamentar é a implantação de um sistema de transporte de alta capacidade num local onde a demanda de passageiros é pequena se comparada a outras regiões da cidade.
Para Rosenmann, além de não resolver o problema de transporte coletivo da Capital com a implantação do metrô na BR-116, a Prefeitura de Curitiba vai incentivar a especulação imobiliária e o adensamento em uma área de preservação ambiental. Trata-se de mais uma caixa-preta, que vai criar uma dívida de 40 anos a ser paga por toda uma geração de curitibanos, criticou.
O deputado também questiona a forma como o projeto está sendo licitado. Ele defende a abertura de uma concorrência internacional para atrair investimentos privados para o projeto. Para ele, não faz sentido a prefeitura realizar todo o investimento e depois privatizar o sistema. Se não vai acabar se repetindo o que aconteceu com a Ferroeste, que custou R$ 500 milhões ao Estado e foi privatizada pelo governo Lerner por R$ 30 milhões, lembrou.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba informou que até, ontem, 22 empresas compraram o edital de licitação. A abertura dos envelopes da documentação de pré-qualificação, das propostas técnicas e de preço será no próximo dia 14.(A.L.)





