Maus tratos serão apurados em agosto
Além da reclamação pela falta de cigarros, os presos da Casa de Custódia de Londrina (CCL) também relataram supostos casos de maus tratos e espancamentos à Vara de Execuções Penais (VEP) cometidos pelos agentes de disciplina. Esses casos deverão ser juntados em agosto, após as férias forenses, a um processo aberto em abril deste ano, que já investiga esse tipo de denúncia feita pela Comissão de Direitos Humanos (CDH).
O diretor do presídio, major Edison Marcos Tomaz, garantiu que todas as denúncias de violência contra presos são apuradas pela direção do presídio, que comunica o fato à polícia. Além disso, o preso também é encaminhado para exame de corpo delito.
Ele citou o exemplo do caso denunciado pelo CDH. Foi instaurado um inquérito policial, ainda por concluir, no 4º Distrito Policial. O delegado responsável pelas investigações, Jorge Barbosa, não foi encontrado ontem para dar informações à respeito.
Os presos da CCL também contam, segundo Tomaz, com assessoria jurídica de uma advogada, que está orientada para denunciar possíveis agressões. Um chefe de segurança, funcionário do Estado, também monitora as condições nas galerias onde ficam os presos.
Quanto aos agentes de segurança, o diretor da CCL apontou que todos passam por um curso de capacitação coordenado pela Escola Penitenciária, onde recebem aulas sobre legislação, noções básicas de direito, relações interpessoais, entre outras.





