Mau tempo atrapalha movimento na Expo
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sexta-feira, 16 de abril de 1999
Telma Elorza 
As chuvas dos últimos dias está atrapalhando a festa do público e causando prejuízos aos expositores da 39ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Nos últimos três dias, a média de público caiu drasticamente e nem shows como os das duplas sertanejas Chitãozinho e Xororó, na terça-feira, e Rio Negro e Solimões, anteontem, conseguiram atrair as multidões esperadas. Na quinta-feira à noite, além da chuva, o vento forte também causou problemas, derrubando várias barracas.
A chuva e os prejuízos eram os assuntos nas rodas de conversas no Parque Ney Braga, ontem pela manhã. A maioria dos barraqueiros estava descontente com os resultados obtidos. A chuva acabou com a festa. Com três dias de chuva, já tivemos um prejuízo de 40%, disse Mauro Brito, do Rio de Janeiro, que tem barracas de bichos de pelúcia no parque de diversões.
Segundo Brito, os pequenos expositores vão sair no lucro se recuperarem o investimento feito. É uma festa cara, a gente investe muito. E a chuva acaba com tudo, lamentou. Para ele, uma alternativa para recuperar o investimento seria prolongar o período da feira. A maioria dos barraqueiros gostaria disso.
Paulo WolfgangSugestãoBraz Ferreira: A Sociedade Rural podia mudar a época da feira porque sempre chove neste período. Talvez fosse uma boa fazê-la em junhoNo estande da Selaria Goiana, de Barretos (SP), a manhã de ontem foi reservada para contabilizar prejuízos. O estande, montado em um contêiner de caminhão e revestido de madeira, não ficou imune às goteiras e à chuva com vento. Parte das mercadorias estocadas em caixas foi molhada. Não chegamos a ter produtos estragados, mas vários tiveram suas caixas encharcadas, o que prejudica a apresentação, disse Braz Ferreira Diniz Júnior. Segundo ele, a empresa pretendia vender cerca de R$ 20 mil. Não vamos vender nem R$ 10 mil.
Para Diniz, a diretoria da Sociedade Rural do Paraná (SPR), promotora do evento, poderia pensar em mudar a data da exposição. Na maioria dos anos em que participamos da feira em Londrina, geralmente chove neste período. Talvez fosse uma boa idéia tentar fazê-la em outro mês, como junho, por exemplo, que não tem nenhum evento semelhante, sugeriu. Ele mesmo, porém, reconhece que isso quebraria a tradição do evento.
Embora não tenha enfrentado prejuízos diretos, o expositor de Vitória da Conquista, na Bahia, também reclama. A chuva afasta o público. Se antes o movimento já estava regular, agora está zero, lamentou.
Para o diretor financeiro da SRP, Walter Falcão, a possibilidade de prorrogar a feira está descartada. Fica muito caro para manter o padrão de limpeza e segurança, entre outras coisas, que a feira exige diariamente. A diretoria preparou tudo para funcionar por um período determinado de dias e não teria, agora, como estendê-lo, afirmou.
Apesar das chuvas, Falcão acredita que a SRP está fazendo uma grande exposição. Para nossa surpresa, ontem (quinta-feira), tivemos um público de 20 mil pessoas circulando por aqui, mesmo com toda a chuva que caiu. O show foi um sucesso, com o povo cantando e dançando, se divertindo no barro do Recinto de Shows Rodeios, afirma. Já quanto a possibilidade de mudar a data da exposição, o diretor diz que a diretoria está aberta a sugestões.


