Mau hálito é questão de saúde pública
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Reportagem Local 
São Paulo - Com impacto na qualidade de vida do indivíduo, a halitose, mais conhecida como mau hálito, atinge 50 milhões de brasileiros, o que representa 30% da população do País, segundo dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). Esse número alarmante representa um problema de saúde pública no Brasil e pode causar problemas sócio-emocionais, depressão e dificuldade nas relações interpessoais, além de poder estar associada a algum problema de saúde.
Segundo o cirurgião-dentista Marcos Moura, presidente da ABHA, "apesar de não ser uma doença, a halitose pode indicar que há algo errado no organismo e deve ser identificado por meio de um correto diagnóstico e tratado adequadamente quando o problema torna-se crônico", relata.
Moura afirma ainda que o mau hálito pode estar associado a aproximadamente mais de 60 tipos de causas distintas, como jejum prolongado, hábitos de alimentação inadequados, alterações no padrão salivar, sinusites, fumo, uso de drogas e ingestão de bebidas alcoólicas, entre outros. Entretanto, há um aspecto que precisa ser desmistificado em relação ao mau hálito. "É comum relacionar problemas no estômago como o principal responsável pelo hálito alterado. Na verdade, trata-se de uma crença com pouca evidência científica ou clínica", esclarece o presidente da ABHA.
O tratamento da halitose pode ser multidisciplinar, mas, como cerca de 90% dos casos de halitose são de origem bucal, o profissional de primeira escolha no diagnóstico e tratamento do mau hálito deve ser um dentista capacitado.


