Mau cheiro incomoda moradores da Zona Leste
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quarta-feira, 04 de julho de 2007
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Moradores e comerciantes das proximidades da Rodoviária de Londrina (Zona Leste) vêm enfrentando um mau cheiro há vários dias. ''Parece que jogaram merda no ar'', reclamou um comerciante da região, acrescentando que o odor, que lembra a chorume, começou a empestiar as redondezas há cerca de uma semana.
O mau cheiro é originário do terreno de 257 mil metros quadrados localizado entre a Via Expressa e a linha férrea, onde funcionou a indústria Anderson Clayton e posteriormente a Coinbra Comércio e Indústrias Brasileiras. Uma parte da área está destinada à construção do Teatro Municipal, e o restante a um empreendimento imobiliário.
Durante as obras de demolição e readequação do terreno, um grande monte de terras foi desfeito, desenterrando uma grande quantidade de soja podre. ''Estamos limpando essa área, e essa soja foi descoberta ontem'', informou Fernando Gonçalves de Oliveira, da Rotercano, empresa responsável pela limpeza do local.
Segundo Oliveira, ainda ontem a mistura de soja e terra seria recolhida em caçambas, e a previsão era de que hoje o problema do mau cheiro já estivesse resolvido. ''Estamos estudando com o órgão ambiental a possibilidade de esse material ser aproveitado como adubo'', adiantou, ressaltando que todo o trabalho realizado no terreno tem acompanhamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
''O mau cheiro gera mal-estar para as pessoas, mas a vantagem é que o terreno está sendo limpo. A Vigilância Sanitária está trabalhando em parceria com os responsáveis pelo terreno, e eles sempre têm atendido rapidamente às nossas reivindicações e exigências'', ponderou José Márcio Franco, fiscal da Vigilância Sanitária. Franco não descartou a possibilidade de o problema voltar a acontecer, conforme as obras de remoção das antigas instalações do local forem avançando.
Esta não é a primeira vez que o mau cheiro proveniente da decomposição da soja incomoda os moradores da Zona Leste. Em janeiro, reservatórios com água parada e restos de soja processada em decomposição foram encontrados no terreno. Na época, o material foi removido por vários caminhões.


