O mau cheiro proveniente da estação de tratamento de água instalada no bairro e a falta de segurança gerada pela iluminação deficiente foram as principais falhas infra-estruturais levadas pela Associação de Moradores do Conjunto Eucaliptos (Zona Leste) a representantes de empresas municipais e estaduais. As reivindicações de melhorias foram apresentadas ontem em uma reunião entre representantes da comunidade e da Sanepar, Copel e Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Representantes da Secretaria de Obras e de escolas do bairro também foram convidados, mas não compareceram.
As deficiências do bairro foram apontadas por duas pesquisas feitas com os 2,1 mil moradores do Eucaliptos. ''Em setembro do ano passado já havíamos feito uma pesquisa com os moradores. E o Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Social (Itedes) fez outra em dezembro. As duas apontaram os mesmos problemas: o mau cheiro na estação da Sanepar e a falta de segurança'', disse a presidente da associação de moradores, Leoni Alves Garcia.
Na reunião realizada no salão paroquial da comunidade, Sanepar, Copel e CMTU apresentaram suas propostas para os moradores. ''As melhorias na iluminação da Avenida Mário Gobbo devem ser concluídas em 30 dias'', garantiu o gerente da agência Londrina da Copel, Aparecido Alberto Tomazelli. ''A prefeitura, responsável pelo custeio da reforma, já aprovou o orçamento. O projeto está em fase licitatória.''
O mau cheiro gerado pela estação de tratamento de água também deve ter solução a curto prazo. Segundo o gerente industrial da Sanepar, Roberto Massami Arai, 30% de um sistema de queimadores de gás foram instalados na estação e o restante deve ser concluído em breve. ''O cheiro realmente diminuiu'', confirmou Leoni. ''Também vamos ceder ferramentas para que a comunidade possa trabalhar em mutirões de limpeza no bairro'', disse o gerente. A instalação da rede de esgoto, no entanto, ainda não tem prazo para acontecer. Segundo Arai, todo o bairro funciona com sistema de fossas e o projeto para a rede de esgoto está em andamento.
Para o próximo mês a comunidade organiza o Programa de Educação Ambiental, que deve levar orientações sobre coleta seletiva de lixo e recolhimento de material orgânico pela população. Segundo o coordenador de coleta seletiva da CMTU, José Paulo da Silva, a companhia já atende o bairro com programas de recolhimento de lixo reciclável e uma campanha para coleta de lixo orgânico deve incorporar o Educação Ambiental ainda em junho.
O programa, segundo Leoni, pode ser comprometido devido à ausência dos representantes das escolas do bairro na reunião. ''Mas ainda contamos com elas para orientar as crianças sobre a importância da consciência ambiental'', disse a presidente.

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