Mau cheiro e lixo estragam Barigui
Mesmo com o trabalho de retirada do lodo do fundo do lago, em fevereiro deste ano, o Parque Barigui, em Curitiba, continua sendo alvo de críticas de moradores e frequentadores. Mau cheiro e sujeira são algumas das denúncias feitas pela comerciante Elizabeth dos Santos. Correr no parque já foi muito agradável por causa da beleza do lago, agora temos que conviver com o mau cheiro e a poluição, contou ela. O advogado Luiz Fernando de Macedo questiona a eficiência dos trabalhos de manutenção do parque. Sempre estão trabalhando e limpando o lago, mas parece que o dinheiro está sendo jogado fora, porque o lago continua da mesma forma, argumentou.
Mesmo com as críticas dos frequentadores, o trabalho de limpeza continua. Na semana passada, uma equipe de engenharia fazia a medição do lago para um futuro trabalho de limpeza. Estamos retirando parte do lodo e verificando os principais pontos de assoreamento, explicou o auxiliar técnico Reinaldo Ribeiro. Em alguns locais do lago, onde a profundidade deveria ser de três a quatro metros, a medição aponta entre 20 e 30 centímetros. O lodo vai se amontoando até atingir a superfície, afirmou Ribeiro.
Para fazer a batimetria (medição do lago), a equipe técnica utiliza um barco, equipamentos topográficos e réguas. Vamos concluir a medição e encaminhar para o setor de engenharia, que ir programar o cronograma de limpeza e obras, disse ele.
Em fevereiro deste ano, a Prefeitura de Curitiba realizou uma operação concentrada de limpeza para retirar os entulhos acumulados no fundo do lago. Na época foram retirados 60 metros cúbicos de lodo e entulhos, com gastos de R$ 100 mil. Este é um trabalho rotineiro e temos que fazê-lo com regularidade, afirmou um dos assessores da prefeitura, alegando que os gastos anteriores não foram desnecessários. De acordo com ele, o período de chuva acumula lodo e galhos nos lagos, o que provocaria o assoreamento e o acúmulo de lixo.





