Maturidade traz coragem para mudar
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
Vinícius Fonseca<BR>Reportagem Local 
Chegar à maturidade é sinônimo de redução de ritmo para a maioria. Mas há quem encontre nesta etapa da vida um ponto de partida para realizar atividades que deem prazer. Marta Zaha Inouye é um exemplo. Até os 45 anos de idade ela trabalhava como farmacêutica e professora universitária e havia conquistado o respeito e a estabilidade sonhados pelos profissionais, como ela mesma define. Ainda assim, resolveu se aposentar e fazer algo diferente e entrou para o mundo das artes, trocando as fórmulas pelas tintas.
Hoje, aos 56 anos, Marta já promoveu e participou de várias exposições. Segundo ela, a decisão de parar de dar aulas foi repentina, mas trouxe benefícios. Eu queria sair enquanto estivesse no auge, então um dia aproveitei uma reunião e comuniquei meu desligamento. Larguei todos os meus livros por lá mesmo, relembra.
Ela comenta que a parada definitiva aconteceu no dia 26 de abril de 1999 e que apenas uma coisa a faria retroceder da decisão. Só não queria ver a carinha de aluno novo porque dificilmente pararia se fosse assim, declara.
A vontade de mudar veio cedo aos 30 anos. A troca, no entanto, só aconteceu de fato anos mais tarde e envolveu uma pós-graduação em fotografia e outra em decoração, além de continuar pintando telas, atividade que mantinha paralelamente às aulas.
Marta passou 25 anos dando aula. Para ela, um desejo se tornou regra em sua vida e fez com que ela continuasse tentando, até se tornar a artista plástica que hoje organiza e participa de exposições. Espero viver até os 90 e me aposentei aos 45. Sempre pensei: O que gostaria de fazer nessa outra metade da minha vida?.
Música
Com 54 anos, a história de Neiva Rodrigues é semelhante. Com um filho músico, ela resolveu começar a aprender a tocar violino mesmo sem nunca ter se arriscado nessa área. Neiva, que se dedica às partituras há aproximadamente seis meses, revela que sempre teve vontade de fazer música. Nas horas vagas já fez pintura em tela, sempre buscando algo diferente. Gosto de arte e considero o violino um instrumento muito fino, revela Neiva, que é empreendedora e já trabalhou em agências bancárias.
Ela se prepara agora para fazer uma apresentação musical no final do ano e não descarta tocar com seu filho no futuro. Antes eu tinha os filhos para cuidar e hoje estou liberada. A vida é tão boa que não dá para ficar parada, destaca.


