A praça deveria ser um local agradável e confortável. Não é o que acontece na Praça Pedro Caraco, que fica na Rua Inhambú, no Conjunto Vitória Régia (zona leste de Londrina). O mato chega a quase um metro de altura, recobre e esconde as mesas e cadeiras da área de lazer. ''Que praça é esta? Fico envergonhado com esta situação'', diz indignado o presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Vitória Régia-Aeroporto, Luiz Carlos Cardoso. Ele protocolou o pedido de poda e capina da grama na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), em 20 de dezembro do ano passado. ''Até agora, nada'', desabafou.
Um cartaz, fincado em frente à rua por um anônimo espirituoso, brinca com a desgraça alheia. ''Bem-vindo à Mata Pedro Caraco. Obs: Cuidado com a onça!''. A dona de casa Luzina Maria Duarte, 47 anos, que mora há 21 anos em frente ao local, acha que ''a grama teria que ser cortada com mais frequência. Isso evitaria a infestação de carrapatos''.
A CMTU reconhece o problema, mas, de acordo com a assessoria de comunicação, o prazo entre uma capina e outra em cada praça é de três a quatro meses. Hoje existem mais de 500 praças e áreas de fundo de vale em Londrina. A última vez que a CMTU esteve na zona leste foi no período entre setembro e outubro. Provavelmente, segundo a assessoria, a equipe de limpeza deverá estar na Praça Pedro Caraco na semana que vem.
Na zona sul, o problema também é grave. A empregada doméstica Vera Lúcia Pontes, 37, já não sabe mais o que fazer para evitar o mato e o lixo acumulado na Rua João Fricelli, no Jardim Jatobá (zona sul). ''O caminhão do lixo não passa e as pessoas jogam o lixo na beira da estrada'', enfatiza ela. ''Se querem multar os moradores que jogam lixo, porque não podemos multar a prefeitura por não cumprir a limpeza?'', questiona ela. Em meio a tanto mato, um pintor autônomo dá um exemplo de responsabilidade ambiental. Em um pequeno trecho, no outro lado da rua, ele capinou, plantou e protegeu um pé de acerola e outro de amora. ''Cada um deve ter sua consciência. Faço uma mínima parte'', conclui com humildade o pintor Edgar Francisco da Silva.
A CMTU deve iniciar segunda-feira a roçagem dos terrenos particulares que não foram limpos pelos seus proprietários. A CMTU notificou os donos desses imóveis no início de janeiro, solicitando a realização do serviço, livre de taxas e multa, até o último dia 31. O serviço começa às 9h30, na Avenida Harry Prochet (região sul).

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