Londrina - "As pessoas não sabem se vão primeiro tomar o ‘busão’ ou uma mordida de algum bicho", ironiza o metalúrgico Róger Macedo, sobre o ponto de ônibus da Rua Perdizes, na divisa entres os Jardins Elizabeth e Paraíso, na zona norte de Londrina. No local, o mato tomou conta do espaço. Esse não é o único estorvo imposto aos usuários do transporte coletivo. Não há cobertura nem banco no ponto e o espaço não conta nem mesmo com uma calçada. "Isso está assim desde quando instalaram o ponto aí, há uns 10 anos. Até cobra já viram", afirma Macedo.
Mas os problemas não se limitam ao ponto da Rua Perdizes. Há outros na mesma situação. Entre eles o da Rua Inaldo Guimarães, no Jardim Pacaembu 2, em frente da Casa de Passagem da zona norte. O ponto possui uma cobertura, mas que ameaça cair. Uma das colunas que seguram a estrutura foi danificada após ser atingida por um veículo. Além disso, o mato também tomou conta. "Há ainda muitos bichos por causa do mato. Não há bancos para aguardarmos o ônibus e a situação é bastante incômoda", acrescenta a psicóloga Natália Carolina.
A assessoria da Companhia Municipal de Trânsito de Urbanização (CMTU) garantiu que uma equipe vai aos locais para avaliar os problemas até o final desta semana e realizar os reparos necessários. Além disso, a CMTU promete que, caso a chuva não atrapalhe, as equipes responsáveis pela capina e roçagem vão dar conta do matagal nos próximos dias. A CMTU informou ainda que Londrina possui 2,5 mil pontos de ônibus. Destes, 200 não têm cobertura. O município abriu uma licitação e a empresa vencedora se comprometeu a instalar todas as coberturas até o final de maio.

mockup