As margens da Avenida Angelina Ricci Vezozzo (Zona Norte de Londrina), que tem cerca de sete quilômetros de extensão, está tomada pelo mato, que em vários pontos atinge até três metros de altura. O mato está avançando sobre a pista que começa na BR-369 e vai até a Quadra Norte. A rodovia, que já é estreita e sem acostamento e registra um tráfego intenso em função da circulação de moradores e funcionários das fábricas, está ainda menor para a passagem dos veículos.
A reportagem da FOLHA flagrou vários momentos perigosos de ultrapassagem entre carros e caminhões, que trafegam com frequência pelo local. Para desviar do mato, os motoristas são obrigados a dirigir praticamente no meio da pista, aumentando o risco de acidentes. Por toda a extensão da rodovia, as placas de sinalização estão encobertas, dificultando as informações para os motoristas que não conhecem a pista.
Logo no começo da rodovia, uma placa que indica os 500 metros de distância até a ponte do Ribeirão Quati, um dos trechos mais perigosos da estrada, foi completamente tomado pelo mato. O problema com a sinalização se estende por toda a rodovia.
O grande movimento de carros, motos, caminhões, além de pedestres e ciclistas, coloca a segurança de todos em risco. Funcionário de uma das fábricas localizada na Quadra Norte, Claudomiro Soares percorre 200 metros a pé pela pista, todos os dias. Ele reclama da falta de sinalização para os pedestres, como faixas de travessia, acostamento e iluminação.
''Muitas pessoas, como eu, páram de ônibus próximo à rotatória e têm que atravessar duas pistas até chegar à fábrica. É muito perigoso porque com o mato alto, os motoristas não têm visão na curva e acabam colocando em risco a vida dessas pessoas. Eu mesmo já precisei correr para não ser atropelado.'' Além do mato, o trabalhador reclama da escuridão do local. ''Quem sai do trabalho tarde da noite corre risco de não ser visto pelos motoristas ou mesmo de sofrer assaltos'', afirma.
O vendedor de verduras e frutas, Josias Bueno, utiliza a rodovia uma vez por semana para entregar encomendas nos bairros vizinhos. Há nove anos ele faz o mesmo percurso e reclama que o local nunca teve segurança. ''A estrada já foi pior quando não tinha asfalto, mas o mato sempre prejudicou a visão dos motoristas. É muito perigoso passar com qualquer veículo ou mesmo passar a pé por aqui. Os motoristas não têm visão nenhuma e fica muito arriscado'', reclama.
Nas chácaras localizadas à beira da rodovia, os próprios moradores se responsabilizam pela poda do mato na entrada das propriedades, para não atrapalhar a visão na entrada e saída dos veículos. O caseiro de uma das chácaras, que preferiu não se identificar, afirmou que o proprietário sempre manda cortar o mato em frente a propriedade. ''O mato chega a mais de três metros de altura e tira toda a visão dos moradores. Fica perigoso entrar e sair com o carro'', afirma.
A mesma situação é observada na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano (Zona Sul). No local o tráfego de veículos e de pedestres é intenso, o mato cobre toda a lateral da pista, que também teve as placas de sinalização encobertas, dificultado o trajeto dos motoristas.

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