Londrina

Paulo WolfgangTranstornosAnderson Choucino, presidente da associação de bairro: meios-fios destruídos e ruas cobertas de matoRuas cobertas por mato, meios-fios destruídos pelas forças das águas ou cobertos por terra e transtornos ocasionados pelas chuvas estão deixando os moradores do bairro Itália Furlat, no distrito da Warta, irritados com o subprefeito Aliceu Choucino. A Associação dos Moradores da Warta pede melhorias para o bairro há meses, e ficou surpresa com a posição do subprefeito que, segundo o presidente da entidade, Anderson Marcelo Choucino, informou à Prefeitura que as obras existentes no local estão em boas condições.
‘‘Desde o início do ano nós pedimos providências para a atual administração. Como não tínhamos respostas, resolvemos encaminhar um ofício, através do vereador Alvair de Souza, ao secretário de Obras José Righi de Oliveira. Mas ele nos respondeu que, em contato com o subprefeito, soube que o meio-fio está em bom estado e que o Pavilon (Serviço de Pavimentação de Londrina) faria um orçamento para asfaltar as ruas do bairro’’, relata Anderson. Ele é sobrinho do subprefeito, mas diz que está rompido com ele.
Os moradores do bairro sofrem mais em dias de chuva. Além da lama que se forma, a força da água provoca erosão no local. ‘‘Muita gente tem prejuízos com isso’’, observa Anderson.
A doméstica Joana D’Arc Aparecida Domingues de Almeida diz que sua intenção é se mudar do bairro o mais rápido possível. ‘‘É muita lama e esse matagal traz aranhas, grilos e outros bichos para dentro de nossas casas.’’
O orçamento feito pelo Pavilon para obras de asfalto no bairro não animou muito Joana e seu marido. ‘‘Como moro na esquina, eles querem cobrar R$ 1.500 da gente. Quando fizeram a proposta para nós eu estava sem emprego e meu marido estava num outro emprego, onde ganhava menos. Não tínhamos condições de pagar. Mas agora queremos mudar daqui.’’
O aposentado Benedito Domingos ganha R$ 175,00 de aposentadoria, mas mesmo assim aceitou a proposta do Pavilon de pagar 24 parcelas de R$ 28,00 para ter asfalto em frente de casa. ‘‘É um valor pesado pra mim, mas do jeito que está fica muito difícil viver aqui.’’
Benedito Domingos conta que muita gente no bairro ganha salário mínimo e todos pagam cerca de R$ 21,00 de prestação do terreno. ‘‘Juntando mais o valor de água, luz e asfalto, o povo vai comer com o quê?’’
O subprefeito do distrito, Aliceu Choucino, afirma que não deu qualquer informação à Prefeitura de Londrina de que as obras no local não eram prioritárias. ‘‘Pelo contrário. Eu que levei o pessoal da Prefeitura lá para que vissem a necessidade do asfalto. Lá, é preciso fazer rede de esgoto e asfalto, o que não é de graça. O Pavilon cobra pelo asfalto’’, comenta.
Segundo Choucino, o máximo que um morador terá de pagar pelo asfalto é R$ 800,00 (e não R$ 1.500,00), dependendo do tamanho do terreno. ‘‘O pessoal da Associação, que nem tem casa lá, é que está achando caro e indo de casa em casa para dizer aos moradores para não assinar a autorização da obra’’, diz. Cerca de 15 dos 70 donos de terrenos no bairro haviam assinado a adesão.
O subprefeito informa que o valor poderá ser parcelado em 24 vezes e ele irá tentar, junto ao prefeito, que haja a opção de 36 pagamentos. ‘‘Mas para isso preciso que os moradores autorizem a obra.’’

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