Moradores do Jardim Andrade (Zona Oeste de Londrina) estão assustados com o mato que invadiu área pública entre as ruas Governador Valadares, Foz do Iguaçu e Presidente Bernardes. Eles temem que a vegetação se transforme em esconderijo para assaltantes. Eles também reclamam que o mato propicia a proliferação de insetos, ratos e gambás.
''O mato é um convite para os assaltantes'', denunciou a professora Eliane Tomiasi Paulino, que mora em frente ao local. Em 2003, ela e a filha ficaram reféns de três homens que invadiram sua casa. ''Eles estavam escondidos no terreno antes do assalto'', contou. Eliane relatou que os moradores ficam em pânico quando chegam sozinhos, à noite, nas residências. ''Quando a vegetação está alta, aumenta o número de furtos'', disse.
O comerciante Celso Bazo acrescentou que a falta de roçagem aumenta a população de insetos, que atacam principalmente as crianças. ''Os carrapatos são um problema sério'', reclamou. O aposentado Euclides Cuzziol lamenta o fato de não poder fazer caminhadas ao redor da área. ''O mato cobre a calçada'', disse.
Os moradores comentaram que a última roçagem foi feita no início do ano. ''Eles (a prefeitura) só fazem o serviço quando são pressionados'', criticou Eliane. A professora afirmou, ainda, que a área é uma praça não urbanizada. ''Mas pagamos IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de área urbanizada'', contestou ela, acrescentando que a Secretaria Municipal de Obras , em reunião com a comunidade, havia se comprometido a urbanizar o local no ano passado.
O diretor de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), João Verçosa, informou que a capina ainda não foi feita porque a Associação dos Nove Bairros (ANB), que realizou plantio de mudas de árvores na área, pediu para acompanhar o serviço e, assim, evitar a poda das mudas. Carlos Sakashita, presidente da entidade, confirmou o pedido. De acordo com Verçosa, a roçagem está programada para a semana que vem.
O presidente da secretaria de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, negou que o órgão houvesse se comprometido a urbanizar o local. ''Não temos programação para esse ano. O serviço possivelmente será feito no ano que vem.''

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