Um dos entrevistados pela Folha garantiu que o mato ajuda a apodrecer os dormentes e é perigoso para o maquinista que eventualmente tiver que descer da locomotiva, já que pode cruzar com algum bicho. ‘‘Um maquinista já foi vítima de um acidente antes da Serra do Mar porque jogaram um toco de trilho na linha’’, lembrou um dos maquinistas quando perguntando sobre o material deixado ao lado dos trilhos.
  O excesso de peso também foi salientado pelos dois maquinistas entrevistados. ‘‘Eles aumentaram a capacidade do freio, mas o sistema é universal, com quatro posições. Com até 30 vagões, como era no tempo da RFFSA, dava para segurar em qualquer emergência. Com 40 ou 45 vagões, como é agora, não dá tempo. Além disso, os trens que descem a Serra do Mar não deveriam parar para os que estão subindo passar. Não dá tempo de recuperar todo o freio antes de arrancar de volta e daí, se o trem disparar, não tem como segurar’’, contou.
  Todos os maquinistas que viajam pelo trecho da Serra do Mar eram do tempo da RFFSA. A ALL está formando 100 novos maquinistas na primeira escola em sete anos de concessão. Na época da RFFSA, todos os maquinistas andavam com um auxiliar nos trens que, além de aprendizes, ajudavam em qualquer eventualidade. (A.B.)

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