Mato alto vai gerar multa a partir de 21 de janeiro
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) vai começar a multar, a partir da próxima quarta-feira, dia 21 de janeiro, os donos de terrenos que não fizerem a roçagem do mato alto em Londrina. Quem não se antecipar ao prazo poderá ter que pagar pelo serviço compulsório realizado pela CMTU, que cobra R$ 2 o metro quadrado e mais taxa 10% de administração. A limpeza de um terreno de 250 metros quadrados, que pode ser contratada por até R$ 70, fica na média de R$ 600 se feita pela companhia.
Alguns moradores do Jardim Cambará, na zona leste, estão ansiosos para se livrarem de um problema constante. Segundo eles, o mato alto em um terreno na Rua Semíramis esconde lixo que contribui com a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito da dengue. Recentemente, a aparição de caramujos africanos também virou motivo de dor de cabeça. O aposentado Dorival Lucas, de 66 anos, diz temer risco de doenças e pela segurança. "Além da dengue, o mato alto vira esconderijo para bandidos. Esses dias já teve assalto aqui perto", reclamou.
A reportagem percorreu vários bairros da cidade e constatou que o problema não é exclusividade da zona leste. Diversos terrenos abandonados são motivo de reclamações dos vizinhos. Carlos Eduardo Garcia, de 29 anos, morador do Jardim Piza (zona sul) defende a roçagem compulsória. "Se a pessoa não limpa o terreno, nada mais justo que a prefeitura limpe e que ele pague caro por isso", opinou.
A CMTU não divulgou relatório atualizado, mas a última estimativa, do meio do ano passado, apontava a existência de pelo menos 70 mil terrenos sem limpeza constante em Londrina. Cerca de 250 lotes são roçados por mês por uma empresa terceirizada.
As multas começaram a ser emitidas pela Secretaria de Fazenda em abril do ano passado, com ocorrências desde dezembro de 2009. De lá pra cá, cerca de 5 mil multas foram registradas. A Secretaria de Fazenda adverte que fazer as cobranças pelos serviços é um obrigação do Município e que quem deixar de pagar será considerado inadimplente e terá o nome incluído no cadastro do Serasa.
Além dos terrenos, as calçadas também estão na mira da fiscalização. A CMTU explica que existe uma compreensão errada de grande parte da população que acredita que os passeios públicos sejam responsabilidade do poder público. O órgão informa que a manutenção das calçadas cabe ao dono do imóvel. Em praticamente toda a cidade pedestres são obrigados a desviar das touceiras de mato, muitas vezes disputando espaço com os veículos nas ruas. Segundo a CMTU, em casos de acidente, o proprietário do imóvel pode ser penalizado.


