Mato alto incomoda a comunidade
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Água, sol e mato. Uma combinação que pode trazer muitos problemas, principalmente para os vizinhos de áreas sem manutenção. Depois do longo período de seca, a chuva finalmente começou a cair nas últimas semanas. Em pouca quantidade, mas aliada ao forte calor, tem feito o capim crescer em ritmo acelerado e não é difícil achar terrenos baldios com o mato atingindo mais de meio metro de altura. Equipe de roçagem da prefeitura está parada nesta semana por falta de recursos.
Na Zona Norte de Londrina, no Jardim Itapema, a dona de casa Tânia Pieri convive com pés de capim colonião, mamona e outras plantas bem na frente de casa. Faz tanto tempo que não aparecem para limpar o local, que ela nem se lembra quando foi a última vez. ''Não sabemos quem é o dono. Já ligamos na CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), mas não apareceu ninguém. No final do ano passamos o Natal e o Ano Novo com esse matagal bem na porta de casa e agora não deve ser diferente. Acho que a última vez que veio uma pessoa limpar foi em janeiro. Algum tempo atrás apareceu um cavalo solto aqui e amarraram o animal no terreno, para ele pastar. Depois o dono levou o cavalo embora e o mato voltou a crescer'', relatou.
Para tentar evitar problemas, Tânia disse que seu filho já cortou um pouco do capim, que já está ficando alto novamente. ''O povo não cuida e depois coloca a culpa no governo. Acho que a multa tinha que ser maior. Agora, com essa época de chuva o mato vai crescer rapidinho. Ainda bem que pelo menos não aparece bicho por aqui, mas já entrou ladrão na casa do vizinho ao lado do terreno'', alertou.
Ainda na Zona Norte, no Jardim Belle Ville, o eletricista Arthur Kozan teve a casa arrombada há cerca de três meses e acredita que os ladrões haviam se escondido no matagal. ''Saímos rapidinho no final da tarde e quando voltamos tinham entrado pelos fundos de casa. Com certeza o mato alto ajudou. Ainda bem que não tinha ninguém em casa, mas levaram vários eletrodomésticos'', reclamou. Kozan conta que também não sabe quem é o dono do terreno e que precisa recorrer à CMTU para tentar resolver o problema.
''Como o terreno é caído, não parece que o mato está tão alto no fundo, mas é perigoso alguém se esconder por lá. Já ligamos reclamando novamente, mas ainda não apareceu ninguém'', afirmou o eletricista.
Na Zona Oeste, no Jardim Tókio, uma moradora disse conhecer o dono do terreno vizinho, mas nem por isso o problema é menor. Ela não quis se identificar, mas informou que sempre liga para o proprietário reclamando e nenhuma providência é tomada. Para piorar o problema, os vizinhos aproveitam e jogam lixo no terreno. ''O mato nem está tão alto agora, já teve vezes da mamona cair por cima do meu muro. Já ligamos na CMTU também mas não aparece ninguém para limpar. Algumas vezes eles vêm, outras não'', reclamou.
Sem recursos
Segundo o diretor de Operações da CMTU, Décio Zulian, a equipe de roçagem da prefeitura está parada por falta de recursos. Ele afirmou que até a próxima semana a situação deve estar normalizada, graças ao Programa de recuperação fiscal (Profis), que possibilita às pessoas quitar débitos à vista com desconto.
De acordo com informações da CMTU, a média é de 127 pedidos de capina por mês. O telefone para denunciar ou pedido capina é (43) 3379-7900. ''Além dos terrenos particulares somos responsáveis por 2,5 milhões de metros quadrados de terrenos públicos'', ressaltou Zulian. (Colaborou Vítor Ogawa)


