Mato alto gera notificações em Ibiporã
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Ibiporã - Os donos de terrenos em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) que não estão realizando a limpeza e capina começaram a ser notificados nesta semana pela prefeitura. Cerca de 30 proprietários, de um total de 500, já devem ser notificados até este sábado. Nos anos anteriores o aviso era feito através de edital.
De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Paulo Sérgio Victor, os donos terão 15 dias para providenciar o serviço. Depois, a prefeitura irá fazer a limpeza e a conta será mandada para o proprietário. "O serviço vai ficar muito mais caro do que se ele mesmo providenciar, já que será cobrado R$ 1,26 o m2. Um terreno que poderia ser capinado ou roçado por um autônomo por R$ 60 pode custar mais de R$ 250 ao proprietário se ele deixar para ser feito pelo poder público", exemplifica.
Ainda está sendo feito um levantamento dos terrenos particulares, mas segundo a prefeitura cerca de 30% deles precisam ser capinados. A maior dificuldade, segundo Victor, é que o município não dispõe de funcionários suficientes nem para cuidar das áreas públicas cerca de 2 milhões de m2 -, por isso a importância de cada proprietário cuidar do seu espaço.
"Fizemos uma licitação no ano passado para a roçagem de um milhão de m2. Nesta semana a empresa já começou a trabalhar nas áreas públicas, mas poderá também ser deslocada para os terrenos particulares. Mesmo depois que fizermos a limpeza faremos nova vistoria dentro de 40 dias e se o espaço estiver com mato o proprietário será notificado outra vez, e assim sucessivamente até ele entender que tem que cuidar da sua propriedade", garante.
Entre os bairros mais problemáticos, Victor cita os jardins Canaã e Casa Grande e Residencial Terra Bonita. Andando pela cidade, porém, é possível perceber que o problema é generalizado. João Paulo Parreira, morador do Jardim Itamaraty, convive com o mato alto próximo à sua casa. Por enquanto o único problema que ele conta ter são os insetos que entram na casa, mas alguns carros que ficaram estacionados na rua já foram arrombados. "Faz tempo que esse terreno está assim e não sabemos quem é o proprietário", conta.
No Jardim Boa Vista a comerciante Jéssica Chomen também mora ao lado de um matagal, com mais de 1,5 metro de altura. "Ainda não tentaram entrar em casa, até porque sempre tem alguém aqui, mas ratos, baratas e outros insetos são um problema. Nem lembro quando foi a última vez que limparam esse terreno", reclama.
No mesmo quarteirão, poucas casas adiante, a secretária Kátia Morais tem por vizinhos dois terrenos baldios, um de cada lado. Um deles tem apenas alguns pés de romã, porém, o outro está cheio de mato. Além das aranhas, baratas e outros bichos, ela conta que duas vezes entraram em seu quintal.
"Roubaram botijão de gás, bicicleta e até algumas gaiolas de passarinho. Quando ainda sabíamos quem era o dono, a gente pedia e ele vinha limpar, mas agora não sabemos mais", lamenta. Para tentar evitar problemas, os vizinhos se organizam e tentam manter os terrenos limpos. "Meu pai já veio limpar, o marido da vizinha da frente também. Eu ainda não liguei na prefeitura reclamando, mas acho bom que as pessoas sejam notificadas."
Alguns metros adiante, a aposentada Maria Helena Bíscaro Pinto reclama que uma cobra já entrou na casa dela. "E o pior que até as calçadas estão com mato". Segundo o secretário, além dos terrenos, as calçadas que também estiverem com mato irão gerar notificações.


