Matinê de Carnaval na Nishinomiya
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terça-feira, 05 de março de 2019
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 

Centenas de pessoas, principalmente as crianças, se divertiram na Praça Nishinomiya, zona leste de Londrina, na tarde de Carnaval desta terça-feira (5). A programação teve início com a apresentação do Bloco Bafo Quente, com diversas músicas de repertório diversificado, com sucessos adaptados aos suingue de baterias de escola de samba. Também teve show da bandinha de palhaços "Sol Fa Mi Ri", com a execução de marchinhas de carnaval, cantigas de roda, canções infantis e composições próprias. Na sequência aconteceu a apresentação dos palhaços do Plantão Sorriso.
O som contagiou todos os presentes. Beatriz Maziero Borges tem três anos e gostou muito de dançar na matinê. Empolgada, ela foi fantasiada de Bela, do desenho "A Bela e a Fera". Sua mãe, a vendedora Solange Maziero, achou importante a menina participar do baile. "No meu tempo de criança eu não participava, mas é bom. Acho divertido aproveitar o feriado", destacou.
A professora Renata Cristina Rocha levou a filha Antonella, 3, que estava vestida de unicórnio. "Foi ela quem escolheu a fantasia", destacou a mãe orgulhosa. "Eu gosto muito do Carnaval. Gosto de dançar", afirmou a menina. Já Maya Roberta Goulart e Silva, 4, achou divertido participar da oficina de confecção de máscaras. "Eu já tinha feito antes, mas aquela tinha ficado muito pequena. Agora ficou de tamanho grande", apontou. "Eu gosto do Carnaval porque todo mundo tem que se fantasiar", disse a garota, que foi de borboleta. "Minha filha acordou pedindo e perguntando se hoje era Carnaval de novo", observou a mãe da garota, a professora universitária Camila Goulart. Foi o quarto dia de festa da família. "Fomos no Londrina Norte Shopping, no bloco do Bafo Quente no domingo e na segunda-feira a gente foi na Alma (Vila Cultural AlmA Brasil) ", destacou. "É um mundo diferente do cotidiano, por conta de poder se fantasiar", apontou.

O motoboy Lucas Bravo levou a filha Heloísa, 3, que foi fantasiada de Elsa, do desenho animado Frozen. "Eu vim aqui pela felicidade de minha filha", afirmou. " Foi a Heloísa quem escolheu a fantasia. Ela gosta muito do desenho Frozen e pediu para vir assim", explicou a mãe da menina, a secretária Adriana Egídio.

OFICINAS
Durante a matinê foram oferecidas ainda brincadeiras tradicionais, como a corrida de saco, amarelinha, bolinha de gude e pula elástico. A artista independente Luana Corline Rodrigues Santos, ministrou oficina de personalização de máscaras de Carnaval com o Clac (Centro Londrinense de Arte Circense). "Este foi nosso terceiro dia de trabalho e achei tudo muito bem organizado. Os pais das crianças foram compreensivos na fila. Nos três dias produzimos mais de 200 máscaras", destacou.

Os irmãos David, 9, e Mariana, 5, filhos da autônoma Kelly Cristina Rodrigues Moura, participaram dessa oficina. "Muita gente não tem espaço para fazer artesanato e aqui eles podem fazer isso." Ela declarou que é muito bom levar seus filhos para participar do Carnaval. "Eu participo dos bailes desde pequena. Eu gosto muito e poder trazer os filhos é muito bom. Aqui na praça é bem tranquilo, um ambiente familiar", observou ela, que produziu as fantasias dos pequenos. "O mais velho veio de pirata e ela veio de borboleta. O aniversário do David também teve o Carnaval como tema e todo mundo entrou no clima", destacou.
Na avaliação de Guilherme Imai (Japa), do Bafo Quente, as apresentações deste ano foram um sucesso. "Não é um trabalho que começou agora. Vem de muitos anos. Neste ano todos os órgãos trabalharam juntos. A gente teve apoio por meio da lei de incentivo à cultura, da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) e da Polícia Militar", declarou o músico. "Toda a programação foi gratuita. A gente está feliz em fazer parte dessa história", disse.
Tonho Costa, do Plantão Sorriso, enalteceu que este é o segundo ano que participam do Carnaval. "Estamos levando o Plantão Sorriso para fora dos hospitais. Fomos nos distritos, na Concha Acústica e agora aqui. Isso está sendo fundamental para fortalecer a imagem do grupo na cidade. E isso não seria possível sem a lei de incentivo", declarou.



