O Centro Obstétrico da Maternidade Municipal Lucila Balallai, em Londrina, está em funcionamento a partir de hoje, depois de 15 dias de reformas e readequações visando a humanização do ambiente para atendimento de gestantes. Com as mudanças, a sala pré-parto, de parto e o centro cirúrgico foram integrados em um único ambiente.
A reengenharia hospitalar faz parte dos esforços para cumprimento da portaria 569, de 1º de junho de 2000, do Ministério da Saúde, que visa a humanização do pré-natal e do parto. Segundo Sérgio Canavese, diretor de serviços especiais de Saúde da prefeitura, anteriormente a mulher ficava em uma sala durante todo o pré-parto e, no momento da expulsão do bebê, ela era transferida, em uma maca, para o centro cirúrgico.
A partir da reengenharia, a gestante ficará durante todo o trabalho de parto e o nascimento do bebê em um único ambiente. No caso de parto normal ela ficará inclusive na mesma cama que é adaptada para o parto no momento da expulsão do bebê.
De acordo com a portaria do Ministério da Saúde, o ambiente do pré-parto e do parto tem que ser acolhedor e permitir a presença de um acompanhante. Por enquanto, embora o espaço físico já esteja adequado, não será permitida a presença de acompanhante. Canavese explicou que tanto a gestante quanto a pessoa que irá acompanhá-la precisam passar por um treinamento.
Ainda este ano será implantado nas unidades básicas de saúde um programa para preparar a mulher e o acompanhante para o pré-parto e o parto. O programa e a aquisição das camas adaptáveis para pré-parto e parto são os requisitos que faltam para o cumprimento da portaria.
No ano passado, as unidades básicas de saúde já passaram a cumprir os quesitos referentes ao pré-natal – a gestante deve passar por no mínimo seis consultas, fazer todos os exames necessários e tomar a vacina antitetânica. Além disso, no final do ano foi criado no Pronto Atendimento Infantil (PAI) o ambulatório para recém-nascido de risco. A maternidade faz uma média de 350 partos por mês.

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