A família Ribeiro quer que a Polícia Civil de Londrina investigue a morte de um bebê ocorrida na madrugada de ontem na Maternidade Municipal. O pedreiro Sidney Ribeiro, pai da criança, e Zina Zilda Ribeiro, tia, acusam a maternidade de negligência. A comissão de ética do hospital irá investigar o caso.
Segundo Ribeiro, o parto de sua mulher - Maria Aparecida Ribeiro - estava programado para acontecer entre os dias 5 e 9 de março. ‘‘Há duas semanas ela vinha sentindo dores e procurou a maternidade cinco ou seis vezes, mas os plantonistas sempre a mandavam para casa dizendo que não estava na hora por não haver dilatação.’’
Na madrugada de ontem, Ribeiro e a mulher foram até a maternidade porque ela não suportava mais as dores. ‘‘O plantonista a examinou, ouviu o coração do bebê e disse para ela voltar para casa porque só havia dois dedos de dilatação e não seria possível fazer o parto.’’
Zina Zilda conta que por volta das 2h30 eles voltaram ao hospital, foi feito novo exame e não se ouviu mais o coração da criança. ‘‘Nós queremos saber por que esperaram tanto para fazer a cesária. Para nós isso foi negligência médica, o plantonista com certeza estava com sono e não quis atender.’’
Ribeiro registrou queixa na 10ªSubdivisão Policial e quer que sejam apuradas as responsabilidades. ‘‘Eu quero que tudo seja esclarecido. O meu bebê está morto, mas e os outros que virão? Quero que os responsáveis sejam punidos para que essa tragédia não aconteça com mais ninguém.’’
O diretor-geral da Maternidade Municipal. Alessandro Galleto, disse à Folha que a paciente estava dentro do prazo normal de gestação. ‘‘Uma gestação normal vai de 40 até 42 semanas.’’ Galleto informou que todos os casos que envolvem óbito são levados até a comissão de ética. ‘‘A direção fará uma avaliação mais concreta observando o prontuário da paciente, ouvindo a família e os plantonista. O caso será encaminhado à comissão de ética.’’

mockup