Maternidade de Maringá não tem prazo para funcionar
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sábado, 25 de agosto de 2001
Marcos Zanatta<BR>De Maringá 
A falta de recursos e de profissionais obrigou a Prefeitura de Maringá a adiar mais uma vez o início das atividades da maternidade do Hospital Regional, que está com as obras concluídas desde o final do ano passado. O secretário de Saúde da cidade, Paulo Roberto Donadio, não quer arriscar uma nova data para o início do atendimento na maternidade. ''Corremos contra o tempo para funcionar todo o hospital até o final do ano'', arriscou. A maternidade tem 60 leitos e o hospital outros 60 que devem ser entregues em algumas semanas.
A secretaria está brigando agora para melhorar o ''teto'' de repasse do SUS, hoje em R$ 2,1 milhões ao mês, o que representa R$ 7,35 para cada morador da cidade. Donadio compara o valor com Londrina, que recebe mensalmente R$ 5,3 milhões, ou R$ 11,92 para cada habitante. ''A defasagem está obrigando o município a cobrir um rombo de R$ 300 mil por mês'', revela.
Outro obstáculo para o funcionamento da maternidade, é a falta de pessoal. A prefeitura divulga na próximo quarta-feira o resultado de um concurso público, para a contratação de funcionários para o hospital. Algumas vagas, como de ortopedista e pediatra, não devem ser preenchidas por falta de interessados. Donadio espera até o final do ano colocar todo hospital e não apenas a maternidade em funcionamento. ''Hoje nossos maiores problemas são a pediatria, ortopedia e clínica médica'', diz.


