Material vinha dos EUA e Ásia
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 1998
Marcos Zanatta 
A maior parte das fitas, CDs e equipamentos contrabandeados por Eder Furlan vinha da Ásia e dos Estados Unidos e entrava no Brasil pelos portos de Santos e Paranaguá. Os contêineres com os produtos que chegavam a Maringá nos finais de semana ficavam em ruas da Vila Esperança, a menos de dois mil metros do centro da cidade. Moradores disseram à polícia que em alguns finais de semana carretas deixavam até três contêineres estacionados no bairro.
Com o que a Polícia Federal conseguiu levantar até ontem, Furlan já está indiciado em 17 inquéritos. O próximo passo será a identificação dos contatos dele no resto do País. A polícia pretende chegar até os atravessadores e vendedores de fitas e CDs piratas pela documentação da empresa de Furlan. Além dos 800 compradores cadastrados, a polícia está ainda identificando centenas de outros negociantes que tiveram os cheques registrados nos computadores da empresa de Furlan.
As receitas Federal e Estadual também estão analisando toda documentação e produtos apreendidos nas duas empresas. Além da Max Fitas, Furlan é proprietário da Cymona, revendedora da Yamaha em Maringá. Na loja foram apreendidos cinco jet sky e dois barcos, além de material de esporte e lazer, tudo sem documentação. Pelos levantamentos realizados até ontem, as multas por sonegação e outras irregularidades detectadas na documentação das empresas, Furlan será multado em R$ 12 milhões.


