Há 15 anos trabalhando como médico no Siate, Gustavo Queiroz afirma que nos últimos meses tem se deparado com mais casos de adolescentes que buscam ajuda para a retirada dos anéis. Segundo ele, o aço causa maior demora no socorro à vítima pois o material é um dos tipos mais resistentes de metal.
''O dedo ou outra estrutura de ponta no corpo conta com a entrada e saída do sangue, que vai e volta condicionando a circulação. Quando há algum objeto que aperta e evita a passagem de sangue acontece o que chamamos de estrangulamento do membro e o dedo pode até necrosar. O que temos percebido é que esses adolescentes não estão se atentando ao tamanho do anel'', explicou.
Segundo Queiroz, para que ocorra a necrose basta poucas horas. ''Por isso é preciso que qualquer tipo de anel tenha uma folga no dedo. Quando há qualquer tipo de acidente, a primeira coisa que fazemos é retirar anéis para que não haja o estrangulamento dos membros no caso de inchaço.'', disse. (F.B.)

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